quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Igreja do sec. XVIII tombada pelo Iepha/MG é devolvida a comunidade













A pequena Lobo Leite, distrito de Congonhas do Campo, está em festa. Depois de dois anos e meio, a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), instituição vinculada à Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais (SEC), entrega à comunidade a obra de restauração da Igreja de Nossa Senhora da Soledade.

Construída no século XVIII e tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG), a igreja foi restaurada pela Fundação de Arte de Ouro Preto, por meio de parceria celebrada com a Gerdau/Açominas, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Durante dois anos e meio, os técnicos do ateliê de prestação de serviços da Faop trabalharam no processo de restauração dos elementos estruturais e artísticos que compõe a Igreja de Nossa Senhora da Soledade.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Iphan realiza oficina de Educação Patrimonial em João Pessoa


















O Iphan apresenta, nos dias 8, 9, 10, em João Pessoa, Paraíba, relatos de experiências bem sucedidas no país na área de Educação Patrimonial. O evento acontece no Centro Cultural São Francisco, das 8h às 17h.

Destinado aos integrantes da Coordenadoria do Patrimônio Histórico e Cultural da Prefeitura Municipal de João Pessoa, além de especialistas e técnicos da área, a oficina visa preparar as secretarias municipais da cidade para um trabalho conjunto de educação patrimonial que incentive o conhecimento e a preservação dos bens históricos de João Pessoa.


Fazem parte dessa ação integrada o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), as secretarias municipais de Turismo e de Educação, além de parceiros como a Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

quarta-feira, 1 de julho de 2009

João Pessoa vence prêmio na área de patrimônio cultural












A Prefeitura de João Pessoa (PMJP) venceu a edição 2009 do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, instituído pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão do Ministério da Cultura (MinC). O prêmio refere-se a categoria 'Apoio Institucional e/ou Financeiro' pelo desenvolvimento do "Programa Integrado de Preservação do Patrimônio Cultural de João Pessoa". A cerimônia de entrega da premiação acontecerá no dia 14 de outubro, às 20h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília.

A Comissão Nacional de Avaliação,que apontou os vencedores deste ano, analisou 67 participantes em sete categorias. Foram premiados projetos nas áreas de "educação patrimonial", "divulgação", "pesquisa e inventário de acervos", "preservação de bens móveis e imóveis", "salvaguarda de bens de natureza imaterial" e "proteção do patrimônio natural e arqueológico".

domingo, 28 de junho de 2009

Imagem mais antiga de São Paulo é descoberta em Roma


















Arqueologistas do Vaticano descobriram o que acreditam ser a imagem mais antiga existente do apóstolo São Paulo, datada de século IV, nas paredes de catacumbas sob Roma.

O jornal do Vaticano Osservatore Romano, ao revelar a descoberta no domingo, publicou a fotografia de uma imagem pintada em afresco de um rosto masculino com barba preta e uma auréola brilhante sobre um fundo vermelho.

Especialistas da Comissão Pontífice para Arqueologia Sagrada fizeram a descoberta em 19 de junho nas Catacumbas de Santa Tecla em Roma e a descreveram como "o mais antigo ícone da história dedicado ao culto do apóstolo", de acordo com o jornal do Vaticano.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Artefatos de caça de 10 mil anos são achados em lago nos EUA














Pesquisadores encontraram provas de uma antiga cultura centrada na caça que vivia onde fica atualmente o Estado do Michigan


Henry Fountain

Do New York Times

"O Lago Superior, dizem, nunca liberta seus mortos". Ou pelo menos essa é a letra da canção "The Wreck of the Edmund Fitzgerald", de Gordon Lightfoot. Mas no lago Huron a história é diferente. Pesquisadores da Universidade do Michigan, Estados Unidos, encontraram provas de uma antiga cultura centrada na caça, por sob as águas do lago.

Estudando uma crista rochosa subaquática por meio de um sonar de ondas laterais e de veículos de controle remoto, John O'Shea, do Museu de Antropologia, e Guy Meadows, do Laboratório de Hidrodinâmica Marítima da universidade, descobriram formações e implementos de pedra que se assemelham aos usados hoje na região ártica canadense para a caça de caribus.

Os implementos submersos datam de 7,5 mil a 10 mil anos atrás, quando o nível do lago era muito mais baixo e a crista servia como uma ponte terrestre entre os territórios dos atuais Michigan e Ontário, dividindo o lago em dois.

domingo, 21 de junho de 2009

Museu da Acrópole é inaugurado em Atenas com boicote do R.Unido











Adriana Flores Borquez.

Atenas, 20 jun (EFE).- O novo Museu da Acrópole foi inaugurado hoje em Atenas em meio a uma grande expectativa e com a esperança renovada de conseguir a restituição à Grécia dos mármores do Parthenon, que atualmente são exibidos no Reino Unido, cujas autoridades boicotaram a abertura do evento.
A inauguração se deu diante de 300 convidados, como o presidente da Comissão Europeia (órgão Executivo da União Europeia), José Manuel Durão Barroso, e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Koichiro Matsuura.

As grandes ausências foram os representantes do Reino Unido, o país que se nega há anos a devolver dezenas de peças da Acrópole, expostas no British Museum de Londres, pois afirma que as obteve legalmente.

No evento, presidente grego, Carolos Papoulias, afirmou que "chegou a hora de curar as feridas do monumento com o retorno dos frisos" do Parthenon que estão no Reino Unido.

Barroso disse que, "após tantos anos de trabalho, todos os países do mundo estavam esperando" o novo museu da Acrópole que estivesse "em plena harmonia com a rocha sagrada".

O moderno prédio de vidro, cimento e ferro, com 14 mil metros quadrados de espaço de exposição construído no bairro de Makriyannis, a 300 metros da rocha sagrada, abriga mais de quatro mil peças arqueológicas exclusivas da Acrópole e restos das cidades descobertas durante as escavações.

sábado, 20 de junho de 2009

Site da USP disponibiliza 3.000 livros









DA REPORTAGEM LOCAL

A Reitoria da USP lançou nesta semana um site que disponibiliza 3.000 livros para download -as obras estão no endereço www.brasiliana.usp.br.
Entre os títulos, estão livros raros, documentos históricos, manuscritos e imagens que são parte do acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, doada à universidade.
Há planos de aumentar o catálogo para 25 mil títulos e incluir primeiras edições de Machado de Assis e de Hans Staden.

sábado, 13 de junho de 2009

Cemitério de 2 mil anos é achado durante obras para Olimpíada de 2012











Arqueólogos britânicos descobriram uma vala comum de cerca de 2 mil anos em um trecho de uma estrada que está sendo construída para os Jogos Olímpicos de 2012, que serão realizados em Londres. A descoberta ainda surpreendeu os cientistas pelo fato de os esqueletos terem sido encontrados decapitados e desmembrados.

"Até o momento, contamos 45 crânios encontrados em um canto da vala, e vários troncos e ossos de pernas espalhados pelo local", disse David Score, gerente de projetos da Oxford Archaeology, responsável por acompanhar a construção da estrada.

"É raro encontrar cemitérios arqueológicos desse tipo, pois normalmente os corpos estão alinhados."

'Catástrofe'

Segundo Score, sua equipe ainda está recuperando os esqueletos e os levando para análise em Oxford.

"Ainda é muito cedo para tirar conclusões, mas os crânios parecem ser predominantemente de homens jovens", afirmou.

"Não sabemos ainda como ou por que os restos mortais foram depositados neste local, mas é muito provável que tenha ocorrido algum evento catastrófico, como uma guerra, uma epidemia ou uma execução.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Guerreiros africanos no Vice-Reino do Peru.










Certos acontecimentos têm o dom de nos surpreender, parecem trazer elementos insuspeitados e conexões de histórias não percebidas devidamente.
Em 1599, na cidade de Quito, o pintor indígena Adrián Sánchez Galque retratou o chefe guerreiro, filho de africanos, Francisco de Arobe e seus dois filhos em trajes de gala espanhóis. Esses guerreiros, junto com o capitão africano Alonso Sebastián Illescas, haviam sido escravos fugitivos que se internaram com alguns grupos de africanos nas densas matas das Esmeraldas, atual Província das Esmeraldas, ao norte do atual Equador.
Esses africanos fugitivos, juntando-se aos índios da região, formaram o que ficou conhecido como país dos zambos, cujas alianças eram necessárias aos espanhóis e corsários ingleses, que disputavam o controle dessa região, estratégica para a passagem de navios provindos do Peru. O apoio dos zambos era essencial para garantir a segurança da navegação na área. Os corsários necessitavam, ainda, do fornecimento de víveres, pelos habitantes da área, para os seus navios.
Um naufrágio de espanhóis na costa das Esmeraldas em 1598 e sua devolução em segurança às autoridades de Quito, foi pretexto para uma aliança com a Espanha, representada pela concessão de honrarias, entre as quais se destaca o quadro, que apresenta os guerreiros em ricos trajes europeus e adereços de ouro combinando estilos africanos e indígenas.
A ocasião, que reuniu pessoas e elementos culturais africanos, indígenas e europeus na costa do Pacífico, é destacada por Carmen Bernand e Serge Gruzinski em sua obra História do Novo Mundo como um exemplo marcante de mestiçagem cultural que envolveu o processo de colonização, considerando as interações conflituosas ou pacíficas dos diferentes agentes envolvidos.

Ângelo Emílio da Silva Pessoa

Lançado importante Catálogo sobre viajantes no período colonial




Dedicado às narrativas de viajantes franceses, britânicos, alemães, holandeses e espanhóis, o livro Andanças pelo Brasil Colonial: catálogo comentado (1503-1808) faz um resgate de alguns mitos fundadores da identidade brasileira por meio do olhar estrangeiro.

Organizada pelos professores Jean Marcel Carvalho, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e Ronald Raminelli, da Universidade Federal Fluminense, a obra, lançada pela Editora Unesp, começa em 1503, com a viagem de Binot Paulmier de Gonneville, primeiro navegador francês que aportou por aqui, e termina com a vinda da família real para o Rio de Janeiro, em 1808.

Fonte: Agência FAPESP