quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Arqueólogos descobrem tumba de mil anos no Peru.



Múmia encontrada é de nobre da civilização Sican, do Peru.


Da BBC Brasil


Arqueólogos peruanos descobriram uma luxuosa tumba de um nobre da antiga cultura Sican, na área conhecida como Santuário Histórico Bosque de Pomac, no norte do país.

Acredita-se que o seu corpo tenha sido sepultado há mil anos, com um adereço na cabeça e uma placa de metal no peito, e cercado de taças de ouro e outros ornamentos.

Os arqueólogos envolvidos no projeto dizem que a tumba vai contribuir para que se conheça melhor essa cultura, que floreceu antes dos incas, entre 800 e 1300.

Arqueólogos encontram cidade pré-inca no Peru.



Os arqueólogos acreditam que a cidade tenha sido construída pelos waris, que dominaram a região no final do 1º milênio


Da BBC Brasil


Arqueólogos peruanos descobriram as ruínas de uma cidade antiga inteira na costa norte do Peru.

Além de artefatos de cerâmica e pedaços de roupa, os pesquisadores disseram ter encontrado restos bem-conservados de uma jovem mulher.

Também foram encontrados indícios de sacrifícios humanos praticados na cidade, que ocupava uma área de 5 quilômetros.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Grupos de Jongo do Espírito Santo recebem título de Patrimônio Cultural do Brasil









A Superintendência do Iphan no Espírito Santo, em parceria com a Prefeitura de Cachoeiro do Itapemirim, vai promover o evento de entrega da titulação de Patrimônio Cultural do Brasil a quatro grupos de jongo/caxambu do sul do estado, no dia 03 de dezembro, às 19h, na Casa da Memória.

Os grupos que vão receber o título são: Jongo Mãe África, Pátria Amada, Brasil, de Presidente Kennedy, Caxambu Mestre Bento, de Itapemirim, Caxambu Santa Cruz, de Monte Alegre e Caxambu Alegria de Viver, de Vargem Alegre, Cachoeiro de Itapemirim.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Quilombo urbano na região de Campinas.


Fica na região de Campinas, em São Paulo, a primeira comunidade quilombola fora da área rural a ser reconhecida oficialmente. São cerca de150 descendentes de escravos, reunidos em 34 casas


O cheiro de feijão com toucinho sendo cozido no fogão a lenha invade o lugar. É quase hora do almoço. Sentada num banco embaixo de uma das dezenas de árvores ao redor de sua casinha simples, Tia Aninha apóia-se na bengala. Os raios de sol atravessam frestas entre as folhas verdes e a luz toca o rosto que 70 anos de idade não conseguiram marcar com rugas. Na cabeça, um lenço, amarrado feito turbante, lembra as imagens das velhas escravas dos filmes e novelas. Altiva, cintura reta, Ana Teresa Barbosa da Costa é praticamente desconhecida pelo nome que recebeu na pia batismal. Acostumada a ser chamada de tia por todo mundo, ela é a mais antiga moradora do Quilombo Brotas, em Itatiba, na região de Campinas, interior de São Paulo, o primeiro em área urbana a ser reconhecido oficialmente no País. Tia Aninha tornou-se uma espécie de matriarca do lugar: bisneta do casal que iniciou a história desse quilombo, ela guarda a trajetória de seu povo e distribui a bênção diária a todos os moradores.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Visões da Terra: Entre Deuses e Máquinas - Qual o lugar da humanidade no mundo em que vivemos?










Exposição traça um panorama das relações do homem com o planeta.

Com o objetivo de estabelecer uma relação entre ciência e arte e proporcionar uma experiência estética para os visitantes, a Estação Ciência recebe a exposição Visões da Terra: Entre Deuses e Máquinas - Qual o lugar da humanidade no mundo que vivemos?. A mostra busca promover, de forma dinâmica, uma reflexão sobre como o homem se relaciona com o mundo em que vive.

Para reconstituir a evolução da vida na Terra, foram elaborados módulos que apresentam uma trajetória desde o período pré-cambriano, passando pelo surgimento do homem e suas interpretações sobre o planeta em várias épocas. Alguns dos destaques da exposição são a reprodução da cidade de Çatal Huyuk, do período neolítico, do mapa-mundi imaginado por Anaximandro na Grécia Antiga, de pinturas da era cristã, que retratavam o Paraíso como um continente, além de reflexões mecanicistas surgidas com a Revolução Industrial.

Visão artística dos cartógrafos antigos está na exposição "A Arte nos Mapas"












Considerados itens de coleção e apreciados por suas qualidades estéticas, os mapas feitos na época das grandes navegações têm grande valor artístico, além de importância como registro histórico. Trabalhos feitos por cartógrafos desse período podem ser vistos pelo público na exposição "A Arte nos Mapas", aberta até o dia 5 de outubro na Casa Fiat de Cultura, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Ao todo são 53 peças cartográficas de acervos de grandes instituições, como a Fundação Biblioteca Nacional, o Banco Real, o Instituto Ricardo Brennand, a Biblioteca Guita e José Mindlin, além de coleções particulares. A exposição é divida em quatro módulos: "A Arte nos Mapas", "A Terra dos Papagaios", "O Mapa de Marcgrave" e "As Quatro Partes do Mundo". Os visitantes podem ver trabalhos como "America", de Jodocus Hondius, que retrata não apenas os continentes, mas também dragões e outros seres fantásticos nos oceanos, misturando a realidade com imaginário popular da época.

domingo, 16 de novembro de 2008

Descoberto cemitério fenício no Líbano








Um importante cemitério da antiga Fenícia e que pode ajudar a compreender melhor esta civilização foi descoberto por arqueólogos espanhóis em Tiro, a cidade litorânea do sul do Líbano, anunciaram nesta quarta-feira os responsáveis das escavações.

"Esta descoberta é até agora a mais importante fonte de informações para melhor conhecer a história dos fenícios no Oriente", explicou Ali Badaoui, arqueólogo e responsável para o ministério libanês da Cultura dos vestígios em Tiro.

Segundo as primeiras estimativas, o cemitério está praticamente intacto na entrada leste da cidade e é de um período que vai do VII ao IX século a.C..

"A importância deste cemitério é que ele fica numa das principais cidades fenícias", afirmou Maria Aubet, professora de arqueologia e chefe da missão da Universidade de Barcelona que realizou as buscas.

Egito diz ter achado pirâmide construída para antiga rainha


SAQQARA - Arqueólogos egípcios descobriram uma pirâmide construída no deserto e que pertenceria à mãe de um faraó no poder mais de 4 mil anos atrás, disse na terça-feira o chefe do Departamento de Antiguidades do país.

A pirâmide, encontrada há cerca de dois meses em um areal localizado ao sul do Cairo, guardava provavelmente os restos mortais da rainha Sesheshet, mãe do rei Teti, que governou de 2323 a.C. a 2291 a.C. e que fundou a Sexta Dinastia do Egito, afirmou a repórteres Zahi Hawass.

"A única rainha cuja pirâmide não havia sido encontrada é Sesheshet, e é por isso que tenho certeza de que essa pirâmide pertencia a ela", disse a autoridade. "Isso enriquecerá o nosso conhecimento a respeito do Antigo Reinado."

A Sexta Dinastia, uma época de conflitos dentro da família real do Egito e de erosão do poder centralizado, é considerada a última dinastia do Antigo Reinado, depois do qual a região passou por um período de falta de alimentos e de instabilidade social.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

História das sociedades pré-colombianas é estudada por grupo que reúne pesquisadores do MAE e da FFLCH









Mostrar que a história da América Latina não começa apenas com a chegada dos europeus no século XVII e promover a aproximação entre pesquisadores e professores que também se dedicam ao estudo dos povos pré-hispânicos foram algumas das diretrizes que nortearam, em 2001, a criação do Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos (Cema) da USP. Formado basicamente por pesquisadores do MAE e do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), o Cema tem como foco o estudo das populações nativas da América Latina, particularmente do período anterior a chegada dos primeiros colonizadores europeus e o início do período colonial.

domingo, 5 de outubro de 2008

Xingu tinha comunidade pré-histórica urbana e sofisticada










Vestígios de uma habitação queimada na região do Alto Xingu


Cultura que existiu há 1.500 anos era urbana e bastante sofisticada, se organizando em diversos assentamentos


WASHINGTON - Rodovias e canais conectavam cidades e vilas. As comunidades eram distribuídas ao redor de praças. Nas proximidades, pequenos assentamentos se concentravam na agricultura e pesca. O local: as selvas do Brasil. O tempo: séculos antes de os europeus chegarem às Américas.
Há cerca de 1.500 anos, uma cultura essencialmente urbana existiu no que é agora uma selva habitada por tribos esparsas, disseram pesquisadores em um artigo publicado na revista Science.
Eles não eram tão sofisticados quanto culturas bem conhecidas como os maias e os astecas, mas sua cultura era muito mais complexa do que pensavam os antropólogos.
A descoberta "exige que se repense como realmente foi o urbanismo no local, em diversas formas variantes", disse Michael J. Heckenberger, da Universidade da Flórida, autor principal do estudo.
Heckenberger e seus colegas reportaram pela primeira vez evidências da cultura - que ele chama de Xingu, como o rio local - em 2003 e agora descobriram mais detalhes da comunidade antiga.
Os pesquisadores encontraram evidências de 28 locais residenciais pré-históricos. A colonização começou há cerca de 1.500 anos e as vilas estudadas foram datadas entre 750 e 450 anos atrás. A população local diminuiu drasticamente depois que os europeus chegaram ao local.