sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Arqueólogos apresentam selo de 3 mil anos encontrado no Egito


O selo está escrito em acadiano e foi feito durante o reino da Babilônia, há cerca de 3.750 anos


Um fragmento de um selo descoberto ao norte da cidade do Cairo, no Egito, foi apresentado nesta segunda-feira pelo Conselho Superior de Antiguidades do país. A peça foi descoberta por uma delegação de arqueólogos austríacos que trabalhavam na região. As informações são da agência EFE.

Segundo os pesquisadores, o selo está escrito em acadiano e foi feito durante o reino da Babilônia, há cerca de 3.750 anos. A língua acádia foi uma das línguas usadas no período na região da antiga Mesopotâmia.

domingo, 8 de novembro de 2009

Gonzagão ganha disco, filme e museu, 20 anos após sua morte












JOSÉ ORENSTEIN
colaboração para a Folha
MARCUS PRETO
da Folha de S.Paulo


O cantor Luiz Gonzaga em foto tirada no início da década de 1950.

20 anos após sua morte, o "folclore" em torno da figura de Gonzaga pode ser redimensionado. A data redonda reacende, ainda que timidamente, as luzes sobre o artista --raiz da formatação da música popular brasileira no século 20.

Em termos musicais, surgem agora alguns --poucos-- lançamentos em que seu nome está envolvido. O principal é um disco com regravações de valsas que Gonzaga compôs na década de 1940 --algumas ganharam letras inéditas por artistas como Zeca Baleiro, Abel Silva, Fernando Brant e Capinan.

Projetos maiores, no entanto, estão previstos para mais adiante. Ainda sem data definida, um museu dedicado à obra do artista deve ser inaugurado em Pernambuco.

E um longa contando parte de sua história tem estreia programada para 2011 --um ano antes daquele que seria o centésimo aniversário do músico.

Baseado na biografia da jornalista Regina Echeverria, o longa "Gonzaguinha e Gonzagão - Explode Coração" já está em processo de pré-produção. A direção fica aos cuidados de Breno Silveira, o mesmo de "2 Filhos de Francisco".

sábado, 7 de novembro de 2009

Túmulo do século V é encontrado na Bulgária














Vaso de bronze é encontrado entre cântaros de barro em um túmulo de 1,9 mil anos descoberto na Bulgária


Arqueólogos descobriram e desenterraram um túmulo de 1,9 mil anos perto da cidade de Sofia, na Bulgária, nesta terça-feira. Segundo a equipe de pesquisadores informou à agência AP, o túmulo é de origem trácia e está muito bem preservado.

No túmulo, a equipe encontrou duas taças de prata decoradas com cenas da mitologia e imagens do deus grego do amor Eros, além de um vaso de bronze, cântaros de barro, recipientes de vidro e artefatos ainda não-identificados.

Os trácios foram um povo indo-europeu que viveu por volta dos séculos V e VI na região da Trácia, onde hoje fica a Bulgária, Romênia, Grécia e Turquia.

sábado, 17 de outubro de 2009

Museu alemão que abriga rosto de Nefertiti reabre suas portas


Por sete décadas, o Neues Museum (Novo Museu) de Berlim foi uma casca abandonada, marcada por bombas. Mas ele finalmente está de volta, contendo um acervo estelar que inclui um busto de 3.400 anos da rainha egípcia Nefertiti. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, inaugurou oficialmente o museu reformado na sexta-feira.
Foi um dia que levou décadas para chegar. Uma das joias do complexo Ilha dos Museus de Berlim finalmente reabrirá suas portas. A reabertura do Neues Museum na sexta-feira significa que todo o conjunto de galerias neoclássicas de Berlim estará aberto pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.

"É um dia especial... 70 anos após seu fechamento, este prédio será entregue ao público de novo", disse Hermann Parzinger, o chefe da Fundação da Herança Cultural Prussiana, que supervisiona os museus de Berlim, aos jornalistas antes da abertura das galerias, que abrigarão o Museu Egípcio e o Museu da Pré-História e Civilizações Antigas. "É, de certa forma, o fim da era do pós-guerra para a Ilha dos Museus."

A estrela da exposição será o busto de calcário e gesso de Nefertiti, que está na Alemanha desde 1913. Refletindo seu status no mundo da história da arte, o belo objeto residirá sozinho em uma sala com teto em domo com vista para a extensão do museu.

O museu está fechado desde o início da guerra em 1939, quando seu acervo foi levado para um depósito. Situado na antiga Alemanha Oriental, ele foi abandonado em seu estado destruído pela guerra por falta de fundos. Nefertiti e milhares de outros itens agora foram devolvidos ao seu antigo lar pela primeira vez.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Arqueólogos britânicos encontram outro Stonehenge














Um grupo de arqueólogos britânicos descobriu os restos de um segundo Stonehenge a poucos quilômetros do monumento megalítico original, no condado de Wiltshire, ao sudoeste da Inglaterra. A revelação de uma equipe de especialistas de várias universidades do Reino Unido confirma que a famosa construção da Idade de Bronze (2,5 mil a.C.) fazia parte de um complexo maior, possivelmente, utilizado para acolher rituais.

Estudos preliminares indicam que a descoberta pode ser, inclusive, mais antiga que a primeira e foi batizada de Blue Stonehenge, pela cor da pedra, que contém quartzo na composição originária das montanhas do País de Gales (cerca de 240 km), explicou um dos diretores das escavações, Julian Thomas. "A construção seria similar ao Stonehenge, embora menor. A obra tem relação com outros restos arqueológicos descobertos nos últimos anos, como a vila neolítica de Durrington Walls em 2005", assinalou o professor da Universidade de Manchester.

Acredita-se que o Blue Stonehenge, do qual restam nove buracos e algumas fundações (além de objetos arqueológicos como pontas de lança), está situado no extremo de uma grande avenida erguida no período neolítico e que teria levado à construção do Stonehenge, ao longo do leito do rio Avon. O Blue Stonehenge é um conjunto circular formado por cerca de 25 pedras com diâmetro de 10 m, cercada por um fosso, com um desenho parecido ao do monumento principal, cujo diâmetro é de 30 m e é composto por quatro circunferências concêntricas.

domingo, 4 de outubro de 2009

Duas obras homenageiam tesouros arquitetônicos da Bahia e do Brasil


Lançamento de livros do Programa Monumenta/Iphan valorizam o restauro do patrimônio histórico e traçam um roteiro original da capital baiana








A beleza do mais antigo templo barroco brasileiro e a imponência das fortalezas da cidade de Salvador são os temas dos dois livros lançados pelo Programa Monumenta, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan.

O livro O Convento Franciscano de Cairu – Restauração de elementos artísticos registra todo o trabalho de restauração que José Dirson Argolo e sua equipe realizaram no monumento da pequena cidade de Cairu, localizada no litoral baiano, entre Salvador e Ilhéus. Dedicado a Santo Antônio, o convento foi construído no século XVII e destaca-se tanto na paisagem litorânea da cidade quanto na história da arquitetura brasileira. É considerado por muitos estudiosos, inclusive Germain Bazin, a primeira construção brasileira em estilo barroco. Para os historiadores, trata-se de uma verdadeira invenção brasileira, que servirá de modelo para diversas construções religiosas no país, como os Conventos de Santo Antônio em João Pessoa (PB) e Recife (PE).



Já As fortalezas e a defesa de Salvador, de Mauro Mendonça de Oliveira, é o quarto título da coleção também bilíngue (português e inglês) Roteiros do Patrimônio, que já publicou O Aleijadinho e o Santuário de Congonhas, Art nouveau em Belém e Barroco e rococó nas igrejas do Rio de Janeiro.baiana, as imponentes construções militares ajudam a desenhar a paisagem da cidade e também a contar sua história.

O roteiro traçado por Oliveira ordena as construções de maneira cronológica. No capítulo dedicado ao período que vai do fim do século XVI à invasão holandesa, o autor cita a Torre de Santo Alberto, o Forte de Santo Antônio da Barra e os fortins de Monserrate e da Lagartixa. Em seguida, lista as fortificações construídas depois de 1625, como as defesas do Porto da Barra e o Forte do Mar – como é mais conhecido o Forte de Nossa Senhora do Pópulo e São Marcelo. O último capítulo lista as mais recentes edificações, datadas do século XVIII: os fortes de São Pedro, de Santo Antônio Além-do-Carmo e da Jaquitaia, além da Bateria de São Paulo da Gamboa. O professor lembra ainda das fortalezas que já não existem mais atualmente, mas que foram vitais em diversos momentos da história brasileira.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Museu Britânico abre megaexposição sobre último imperador asteca














O Museu Britânico inaugura nesta quinta-feira uma megaexposição que mostra a trajetória e o legado do último imperador dos astecas, Montezuma 2º, que reinou no México entre 1502 e 1520.

A mostra "Moctezuma: Aztec Ruler" ("Montezuma: Imperador Asteca", em tradução livre) é a mais recente exposição do museu de sua série sobre poder e impérios.

Entre os objetos da mostra estão uma rebuscada máscara feita de ouro e turquesa, considerada um dos melhores exemplos da arte asteca.

Montezuma herdou e consolidou o poder asteca sobre um complexo império político que se estendia do Oceano Pacífico ao Golfo do México.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Alemanha descobre estátua romana de 2 mil anos














Arqueólogos alemães descobriram nesta quinta-feira uma cabeça de cavalo de bronze e ouro perto de Waldgirmes.

Arqueólogos alemães descobriram nesta quinta-feira uma cabeça de cavalo de bronze e ouro que acreditam ser um vestígio de uma estátua romana de 2 mil anos.

Uma equipe de escavações em uma antiga cidade romana perto de Waldgirmes, no centro da Alemanha, encontrou a cabeça junto ao pé de um cavaleiro no dia 12 de agosto. "Esta escultura de bronze está entre as melhores peças já encontradas na área do antigo Império Romano", disse Eva Kuehne-Hoermann, ministra de Estado para Ciência em Hesse, durante o anúncio em Frankfurt.

Especialistas dizem que a estátua data de 3 ou 4 a.C. quando o posto romano perto de Waldgirmes foi estabelecido, e provavelmente representa o imperador Augustus. Após derrotar os romanos na batalha de Teutoburg em 9 d.C., tribos alemãs destruíram a estátua e enterraram a cabeça, afirmaram arqueólogos.

"Em nenhum outro lugar há uma descoberta desta forma ou qualidade", disse Kuehne-Hoermann. A rédea do cavalo é ornamentada com imagens de Marte, Deus da guerra, e Victoria, que personifica vitória.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Cema pesquisa história e arqueologia dos povos indígenas da América Central e dos Andes













Rodolfo Blancato / USP Online


Na América Central e nos Andes surgiram as mais grandiosas civilizações da América Pré-Colombiana. Incas, Maias e Astecas são apenas alguns dos povos que habitaram esses locais, que até hoje possuem uma forte herança cultural indígena.

A academia brasileira nunca foi das mais atentas em relação ao tema. A USP não era exceção - a realidade na Universidade começou a mudar em 2002, com a criação do Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos (Cema).

O centro está alocado no Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Mas seus membros fazem questão de enfatizar que não se trata de um centro de estudos históricos apenas, mas, principalmente, de característica multidisciplinar. “A nossa preocupação é a questão da América indígena, de forma a não traçar fronteiras, nem cronológicas e nem regionais. A gente trabalha com esse mundo indígena, no sentido mais amplo”, explica Marcia Maria Arcuri, pesquisadora do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP e uma das fundadoras do centro.

Na América Central e nos Andes surgiram as mais grandiosas civilizações da América Pré-Colombiana. Incas, Maias e Astecas são apenas alguns dos povos que habitaram esses locais, que até hoje possuem uma forte herança cultural indígena.

A academia brasileira nunca foi das mais atentas em relação ao tema. A USP não era exceção - a realidade na Universidade começou a mudar em 2002, com a criação do Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos (Cema).

O centro está alocado no Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Mas seus membros fazem questão de enfatizar que não se trata de um centro de estudos históricos apenas, mas, principalmente, de característica multidisciplinar. “A nossa preocupação é a questão da América indígena, de forma a não traçar fronteiras, nem cronológicas e nem regionais. A gente trabalha com esse mundo indígena, no sentido mais amplo”, explica Marcia Maria Arcuri, pesquisadora do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP e uma das fundadoras do centro.

Exibição no MAE usa objetos para contar relatos da sociedade

















Júlio Bernardes, especial para o USP Online

O Museu de Arqueologia e Etnologia da USP abre na quarta-feira (19) a exposição “Fragmentos de Memória”. Na mostra, os visitantes não verão apenas pequenos objetos de uso pessoal. Atrás de cada peça é contada uma história de vida, resgatando a trajetória de homens, mulheres e famílias. A exposição, resultado de três meses de uma oficina com 18 participantes, demonstra que a terceira idade ainda tem muito a contribuir para a sociedade.

A mostra é uma síntese da oficina Arqueologia e Memória, voltada para o público de terceira idade. No primeiro semestre deste ano, em reuniões semanais, foram discutidas questões relacionadas a arqueologia, memória, museus e patrimônio cultural. “Os participantes são convidados a trazer objetos pessoais que considerem significativos”, conta a educadora Judith Mader Elazari, coordenadora do projeto. “A partir deles é contextualizada a história de vida de cada um”.

A abertura da exposição "Fragmentos de Memória” acontece no dia 19, às 14 horas, no MAE (Av. Prof. Almeida Prado, 1466, Cidade Universitária, São Paulo). A visitação é gratuita e pode ser feita entre os dias 20 e 23, das 10 horas ao meio-dia e das 14 às 16 horas. A oficina e a mostra foram realizadas pela Divisão de Difusão Cultural e Serviço Técnico de Musealização do MAE, e fazem parte do programa “Universidade Aberta à Terceira Idade”, da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP.