domingo, 21 de junho de 2009

Museu da Acrópole é inaugurado em Atenas com boicote do R.Unido











Adriana Flores Borquez.

Atenas, 20 jun (EFE).- O novo Museu da Acrópole foi inaugurado hoje em Atenas em meio a uma grande expectativa e com a esperança renovada de conseguir a restituição à Grécia dos mármores do Parthenon, que atualmente são exibidos no Reino Unido, cujas autoridades boicotaram a abertura do evento.
A inauguração se deu diante de 300 convidados, como o presidente da Comissão Europeia (órgão Executivo da União Europeia), José Manuel Durão Barroso, e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Koichiro Matsuura.

As grandes ausências foram os representantes do Reino Unido, o país que se nega há anos a devolver dezenas de peças da Acrópole, expostas no British Museum de Londres, pois afirma que as obteve legalmente.

No evento, presidente grego, Carolos Papoulias, afirmou que "chegou a hora de curar as feridas do monumento com o retorno dos frisos" do Parthenon que estão no Reino Unido.

Barroso disse que, "após tantos anos de trabalho, todos os países do mundo estavam esperando" o novo museu da Acrópole que estivesse "em plena harmonia com a rocha sagrada".

O moderno prédio de vidro, cimento e ferro, com 14 mil metros quadrados de espaço de exposição construído no bairro de Makriyannis, a 300 metros da rocha sagrada, abriga mais de quatro mil peças arqueológicas exclusivas da Acrópole e restos das cidades descobertas durante as escavações.

sábado, 20 de junho de 2009

Site da USP disponibiliza 3.000 livros









DA REPORTAGEM LOCAL

A Reitoria da USP lançou nesta semana um site que disponibiliza 3.000 livros para download -as obras estão no endereço www.brasiliana.usp.br.
Entre os títulos, estão livros raros, documentos históricos, manuscritos e imagens que são parte do acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, doada à universidade.
Há planos de aumentar o catálogo para 25 mil títulos e incluir primeiras edições de Machado de Assis e de Hans Staden.

sábado, 13 de junho de 2009

Cemitério de 2 mil anos é achado durante obras para Olimpíada de 2012











Arqueólogos britânicos descobriram uma vala comum de cerca de 2 mil anos em um trecho de uma estrada que está sendo construída para os Jogos Olímpicos de 2012, que serão realizados em Londres. A descoberta ainda surpreendeu os cientistas pelo fato de os esqueletos terem sido encontrados decapitados e desmembrados.

"Até o momento, contamos 45 crânios encontrados em um canto da vala, e vários troncos e ossos de pernas espalhados pelo local", disse David Score, gerente de projetos da Oxford Archaeology, responsável por acompanhar a construção da estrada.

"É raro encontrar cemitérios arqueológicos desse tipo, pois normalmente os corpos estão alinhados."

'Catástrofe'

Segundo Score, sua equipe ainda está recuperando os esqueletos e os levando para análise em Oxford.

"Ainda é muito cedo para tirar conclusões, mas os crânios parecem ser predominantemente de homens jovens", afirmou.

"Não sabemos ainda como ou por que os restos mortais foram depositados neste local, mas é muito provável que tenha ocorrido algum evento catastrófico, como uma guerra, uma epidemia ou uma execução.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Guerreiros africanos no Vice-Reino do Peru.










Certos acontecimentos têm o dom de nos surpreender, parecem trazer elementos insuspeitados e conexões de histórias não percebidas devidamente.
Em 1599, na cidade de Quito, o pintor indígena Adrián Sánchez Galque retratou o chefe guerreiro, filho de africanos, Francisco de Arobe e seus dois filhos em trajes de gala espanhóis. Esses guerreiros, junto com o capitão africano Alonso Sebastián Illescas, haviam sido escravos fugitivos que se internaram com alguns grupos de africanos nas densas matas das Esmeraldas, atual Província das Esmeraldas, ao norte do atual Equador.
Esses africanos fugitivos, juntando-se aos índios da região, formaram o que ficou conhecido como país dos zambos, cujas alianças eram necessárias aos espanhóis e corsários ingleses, que disputavam o controle dessa região, estratégica para a passagem de navios provindos do Peru. O apoio dos zambos era essencial para garantir a segurança da navegação na área. Os corsários necessitavam, ainda, do fornecimento de víveres, pelos habitantes da área, para os seus navios.
Um naufrágio de espanhóis na costa das Esmeraldas em 1598 e sua devolução em segurança às autoridades de Quito, foi pretexto para uma aliança com a Espanha, representada pela concessão de honrarias, entre as quais se destaca o quadro, que apresenta os guerreiros em ricos trajes europeus e adereços de ouro combinando estilos africanos e indígenas.
A ocasião, que reuniu pessoas e elementos culturais africanos, indígenas e europeus na costa do Pacífico, é destacada por Carmen Bernand e Serge Gruzinski em sua obra História do Novo Mundo como um exemplo marcante de mestiçagem cultural que envolveu o processo de colonização, considerando as interações conflituosas ou pacíficas dos diferentes agentes envolvidos.

Ângelo Emílio da Silva Pessoa

Lançado importante Catálogo sobre viajantes no período colonial




Dedicado às narrativas de viajantes franceses, britânicos, alemães, holandeses e espanhóis, o livro Andanças pelo Brasil Colonial: catálogo comentado (1503-1808) faz um resgate de alguns mitos fundadores da identidade brasileira por meio do olhar estrangeiro.

Organizada pelos professores Jean Marcel Carvalho, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e Ronald Raminelli, da Universidade Federal Fluminense, a obra, lançada pela Editora Unesp, começa em 1503, com a viagem de Binot Paulmier de Gonneville, primeiro navegador francês que aportou por aqui, e termina com a vinda da família real para o Rio de Janeiro, em 1808.

Fonte: Agência FAPESP

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Cientistas revelam fóssil que pode ser de ancestral do homem













Cientistas revelaram em Nova York nesta terça-feira o fóssil de uma criatura de 47 milhões de anos que pode ser um elo perdido na evolução dos primatas superiores - macacos, gorilas e os seres humanos. O fóssil, batizado de Ida, está em estado tão bom de conservação que é possível ver sua pele e traços de sua última refeição.


Os restos do animal, que se assemelha a um lêmure (tipo de animal parecido com um macaco que vive na ilha africana de Madagascar) foram apresentados no Museu Americano de História Natural pelo prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.

Eles foram descobertos na década de 1980 na Alemanha e pertenciam a uma coleção particular.

Importância e críticas

A pesquisa sobre sua importância foi liderada pelo cientista Jorn Hurum, do Museu de História Natural de Oslo, Noruega.

Hurum diz que ida representa "a coisa mais próxima que temos de um ancestral" e descreveu a descoberta como "um sonho que se tornou realidade". Mas parte da comunidade científica se mostra cética em relação à descoberta.

Um dos principais editores da revista Nature, Henry Gee, disse que o termo "elo perdido" pode induzir ao erro e que o fóssil não deve figurar entre as grandes descobertas recentes, como os dinossauros com penas.

Biblioteca de José Mindlin poderá ser acessada pela internet

Colecionador doou seus livros raros à USP. Um robô "devorador de livros" está escaneando os exemplares.


A paixão de um brasileiro por seus livros em breve vai ser compartilhada com todos nós. A Universidade de São Paulo se prepara para receber parte da biblioteca Brasiliana, doada pelo empresário e colecionador José Mindlin.
Poderá ser acessado de qualquer parte do mundo, pela internet, e também fisicamente, em um prédio que está sendo construído para receber a Brasiliana. Um tesouro, de um homem sonhador, que vai se tornar público pelo esforço de gente que acredita que um grande país só se faz com cultura e educação.

É em um vazio moldado a ferro, onde ainda o concreto escorre, que caberá o conhecimento. A biblioteca por enquanto é toda imaginação.

“São três andares de livros. Todas as paredes com toda coleção exposta. A ideia é que a gente tivesse sempre o visitante em contato com o acervo”, explica o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb.

Este será o corpo da Brasiliana, biblioteca formada por 17 mil títulos, todos sobre o Brasil ou feitos no Brasil, doados à USP pelo avô de Rodrigo, o empresário e bibliófilo, José Mindlin.

sábado, 2 de maio de 2009

Reforma vai recuperar igreja de 1787 no centro de São Paulo









Na manhã de 16 de março, um grupo de operários chegou ao pátio da Igreja da Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, no centro de São Paulo, para iniciar uma reforma. Apesar de corriqueira, a cena foi considerada um milagre, pois a igreja construída em 1787, com capela projetada por Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro, luta há 17 anos pela reforma, desde o primeiro pedido, segundo o ministro João Azarias de Sobral, responsável pelo templo. "Foi como presenciar algo impossível, um milagre mesmo. Finalmente recebemos alguma atenção."

Em mais de dois séculos, a Igreja das Chagas foi acumulando valiosos objetos históricos. São 42 quadros com motivos religiosos - entre eles, de José Patrício, expoente das artes no Brasil Colônia -, dezenas de estátuas, restos mortais de personagens históricos (como o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar), livros de religião e atas de conselhos realizados desde 1760.

Operários acham garrafa com mensagem de prisioneiros de Auschwitz












Varsóvia, 28 abr (EFE).- Operários que faziam reformas perto do campo de concentração nazista de Auschwitz, no sul da Polônia, encontraram uma garrafa com uma mensagem escrita por prisioneiros, em setembro de 1944, onde estão identidades e o local de nascimento de vários deles.

"Os trabalhadores demoliram um muro do porão de uma escola próxima ao que foi o campo de concentração, quando encontraram uma garrafa", explicaram hoje à Agência Efe membros a direção do museu de Auschwitz.

"Acreditamos que eles arrancaram um pedaço de um saco de cimento para utilizar como papel e escrever a mensagem", completaram.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Arqueólogos iraquianos trazem à tona tesouros da Babilônia.


O Museu de Bagdá, que receberá os 4.000 artefatos recém-descobertos.




Por Khalid al-Ansary
Em Bagdá


Arqueólogos iraquianos descobriram 4.000 artefatos, em sua maioria da antiguidade babilônia, incluindo carimbos reais, talismãs e tabuletas de argila marcadas em escrita cuneiforme sumeriana, a mais antiga forma conhecida de escrita.

O Ministério do Turismo e das Antiguidades anunciou na quarta-feira que os tesouros foram encontrados após dois anos de escavações em 20 lugares diferentes nas regiões entre os rios Tigre e Eufrates, a terra descrita pelos gregos da antiguidade como Mesopotâmia.

Além de artefatos babilônios, foram encontrados artefatos do império persa da antiguidade e outros de cidades islâmicas medievais, mais recentes.

"Os resultados destas escavações indicam que as antiguidades iraquianas não vão se esgotar no futuro próximo", disse um porta-voz do Ministério do Turismo e das Antiguidades, Abdul-Zahra al Telagani.

"Eles também nos incentivam a continuar o trabalho de reabilitação de nossos sítios antigos, para convertê-los em atrações turísticas."

Os artefatos serão transferidos para o Museu Nacional em Bagdá, que precisa ser reabastecido desde que saqueadores roubaram dele aproximadamente 15 mil artefatos após a invasão de 2003 liderada pelos EUA. Desde então, cerca de 6.000 dos itens roubados foram devolvidos.

Situado no coração de uma região descrita pelos historiadores como berço da civilização, o Iraque espera que a redução da violência para níveis não vistos desde o final de 2003 incentive turistas a visitar seus sítios antigos.